"Não conseguia dormir. Estava inquieto.
Pouco depois dei comigo na sala, de caneta na mão, debruçado sobre umas folhas de papel que arranjara. Aquilo que rabiscava furiosamente não estava por ordem como um pensamento normal. Era mais uma acta do barulhento comité das vozes que soavam dentro da minha cabeça, guinchando que nem macacos enfurecidos. Pensei que se conseguisse passar tudo para o papel e, depois, ler o que escrevera, talvez pudesse encontrar alguma paz ou, pelo menos, ter uma noção para onde me devia virar."
É por escritos como este que cada vez me dá mais gozo ler um livro,é giro ler aquilo que se sente, saber que por muito que pareca, não estamos sós.
Quantas vezes já dei por mim a tentar calar este pequeno jardim zoológico que tenho dentro de mim.
AG

