Quinta-feira, Abril 29, 2004

"Não conseguia dormir. Estava inquieto.
Pouco depois dei comigo na sala, de caneta na mão, debruçado sobre umas folhas de papel que arranjara. Aquilo que rabiscava furiosamente não estava por ordem como um pensamento normal. Era mais uma acta do barulhento comité das vozes que soavam dentro da minha cabeça, guinchando que nem macacos enfurecidos. Pensei que se conseguisse passar tudo para o papel e, depois, ler o que escrevera, talvez pudesse encontrar alguma paz ou, pelo menos, ter uma noção para onde me devia virar."

É por escritos como este que cada vez me dá mais gozo ler um livro,é giro ler aquilo que se sente, saber que por muito que pareca, não estamos sós.
Quantas vezes já dei por mim a tentar calar este pequeno jardim zoológico que tenho dentro de mim.

AG

Quarta-feira, Abril 28, 2004

A fazer um zapping por esta altura do 25 de Abril parei na sic notícias. Estão a passar vários documentários sobre a revolução mas de pontos de vista nunca antes (pelo menos por mim) referidos.
Aquele que vi, dizia respeito à visão da revolução dos cravos por parte dos agentes da P.I.D.E. Visão interessante..expunha as vidas desses agentes hoje em dia e o como viram o dia em causa.
Claro está que nenhum deles admite que realmente foram os soldados que derrubaram o regime mas sim a própria polícia que se rendeu, entre outras coisas. Gostei particularmente da conclusão tirada pela própria jornalista que termina dizendo: Para estes homens a vida parou no dia 24 de Abril de 1974.
Um documentário a (re)ver.

AG

Sexta-feira, Abril 23, 2004

É estranho este sentimento de poder que sobe à cabeça das pessoas, quando ocupam lugares de algum poder momentâneo.
Acontece na estrada quando se tem prioridade, acontece nas finanças quando quem nos atende tem a capacidade de nos facilitar a vida..ou não e também acontece com os porteiros de discotecas.
Eram seis e meia da manhã e quando quisemos entrar ele disse: já não dá..agora só entram trabalhadores da noite,não tivemos reacção, principalmente porque quem vinha no nosso grupo entrou sem mais problemas!
A busca de poder, a sensação de controlar alguma coisa ou alguém é inerente à condição humana, devia era ser justificada pela razão..pela cabeça.

AG

Quarta-feira, Abril 21, 2004

Será que é desta que o sistema do futebol cai por terra?! Gostava de acreditar que sim mas não me parece que seja.
Cada vez que há deste tipo de investigações gosto sempre de ver as entrevistas nas terrasdos prevaricadores. Foi assim em Felgueiras, foi assim em Marco de Canavezes e é assim em Gondomar.
É incrível como parece que nestes sítios estas pessoas são autênticos Senhores(as) e são defendidos com unhas e dentes como se todo o país estivesse contra eles numa grande jogada para os deitar abaixo.

AG

Terça-feira, Abril 20, 2004



Palavras para quê?
Estes testes cada vez me surpreendem mais, será que se eu algum dia chegar a líder de alguma coisa tenho de rapar o cabelo e usar óculos estranhos?

AG

Quinta-feira, Abril 15, 2004

As prioridades que cada um tem são obviamente pessoais.
No entanto penso que há duas que andam intimamente ligadas e são generalizadas; Há quem procure apaixonar-se e há quem procure ter dinheiro, agora a ordem pelo que sucedem é que não é indferente.
Quando se tem dinheiro, começa a haver tempo para nos apaixonar-mos, para sair, para estar, para ter ideias mas quando não há dinheiro no bolso esse passa a ser o maior problema e deixa de haver tempo (leia-se condições) para nos apaixonar-mos.
Quem disse que o dinheiro não traz felicidade?!

AG

Segunda-feira, Abril 05, 2004

"A paixão desaparece num dia, mas a ternura fica para sempre. Acho que aquilo a que eu chamo amor nas minhas canções é, de facto, ternura."

Jacques Brel


AG

Passeadeiras

Na minha modesta opinião não devia só haver cartas de condução para quem quisesse conduzir um veículo na estrada, devia também haver licenças para quem quisesse andar na rua como mero peão.
Quando andamos na escola, tentam-nos ensinar qualquer coisinha, para olhar para os dois lados, para andar sempre nos passeios e para só atravessar nas passadeiras.
Pois bem, aí é que está o problema e com o passar do tempo, alguns de nós peões, com o adiantar da idade, tornamo-nos mais confiantes e deisleixados.
Há quem transforme as passadeiras em verdadeiras passeadeiras, chegando mesmo a irritar quem está ao volante.
As passadeiras são outro exemplo do modo imortal, neste caso para os peões.